Bom dia... A resenha a seguir é fruto de um trabalho desenvolvido com a turma de terceiro ano do Ensino Médio Integrado do curso de Automação Industrial do Instituto Federal Catarinense - Luzerna. Ao longo do primeiro trimestre de 2016, a professora de História, Isabel Cristina Hentz, trabalhou com a turma o tema da escravidão. Como conclusão desse tema, foi exibido o filme "12 anos de escravidão" e proposto aos alunos escreverem uma resenha sobre o filme articulando com os conteúdos trabalhados em sala de aula. As resenhas publicadas aqui no blog do Projeto Cinestória foram as que mais se destacaram pela sua originalidade.
Segue resenha do filme "12 anos de escravidão":
Escravo por um dia
Escravidão tem um conceito
muito amplo, cada caso foi diferente e cada análise deve ser feita de forma
diferente.
Mas quem deve obedecer a
ordens sem nada em troca? O problema é que ninguém se coloca no lugar de um
escravo, muitas pessoas acham que não foi tudo aquilo que falam, mas na verdade
foi bem pior.
Hoje talvez a escravidão não
fosse mais imposta, até porque se alguém colocar o gato para dormir fora de
casa pode ir preso.
A questão é, se coloque no
lugar de um escravo, saia de sua cama box e vá dormir em um celeiro, acorde no
outro dia e vá trabalhar, fique sem tomar banho e na noite seguinte chame seus
amigos que fizeram o mesmo para dormir junto. Em meio a alguns trapos ou nem
isso.
Agora vá até o trabalho e
veja o que o empregado mais eficiente fez, tente alcançá-lo. Não deu? Agora se
chicoteie até sair pedaços da pele. Bom, não?
Alguns escravos eram tratados
bem, como no filme “12 anos de escravidão”, tudo dependia do senhor.
O personagem do filme era
livre no início da história do filme, tinha uma vida relativamente boa, tinha
sua família, seus bens, mas por um incidente acabou indo parar nas mãos de um senhor
ruim.
Sendo transportado por uma carretinha
puxada por cavalos, acorrentado com seus companheiros, deitados e cobertos por
uma lona, pensando “onde irei parar?”.
Lá sofreu muito, lutou,
exigiu, resistiu, mas no final sempre acabava sofrendo com as “delicadas”
chibatadas. Tentava mostrar seus talentos, tocava violino ganhou alguns
créditos, porém as marcas nunca sairiam de suas costas.
Por isso, quando for falar
sobre escravidão, repense, e se coloque no lugar de um escravo, nem que por um
dia, pense tudo que eles sofriam caindo sobre seus ombros e veja o quanto foi,
é e seria difícil vivenciar tudo isso.
Willi Arenhart
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