sexta-feira, 27 de maio de 2016

12 anos de escravidão

Bom dia... A resenha a seguir é fruto de um trabalho desenvolvido com a turma de terceiro ano do Ensino Médio Integrado do curso de Automação Industrial do Instituto Federal Catarinense - Luzerna. Ao longo do primeiro trimestre de 2016, a professora de História, Isabel Cristina Hentz, trabalhou com a turma o tema da escravidão. Como conclusão desse tema, foi exibido o filme "12 anos de escravidão" e proposto aos alunos escreverem uma resenha sobre o filme articulando com os conteúdos trabalhados em sala de aula. As resenhas publicadas aqui no blog do Projeto Cinestória foram as que mais se destacaram pela sua originalidade.

Segue resenha do filme "12 anos de escravidão":

A Escravidão e Suas Marcas

            O objetivo deste trabalho é analisar os temas de tráfico e comércio de escravos, os diferentes arranjos de trabalho e a resistência escrava, baseados no filme 12 Anos de Escravidão, produzido em 2013 com direção de Steve McQueen. A análise será feita com foco no personagem principal Solomon Northup, representado por Chiwetel Ejiofor.
            O filme, 12 Anos de Escravidão, foi baseado em uma inacreditável, porém, verdadeira história de um homem que luta por liberdade e sobrevivência. O filme se passa na época que antecede a Guerra Civil dos Estados Unidos, onde Solomon Northup é um homem negro livre do norte de Nova York que foi sequestrado e vendido como escravo. Diante de crueldades e de gentilezas inesperadas, Solomon luta para se manter vivo e para manter sua dignidade. O desfecho dessa história se dá após 12 anos onde encontra, por acaso, um abolicionista canadense, interpretado por Brad Pitt, que muda sua vida para sempre.
            O fim da escravidão foi decretado nos Estados Unidos, no Brasil e em outros países, mas não é surpresa que ainda haja traços de escravismo ocorrendo no mundo afora. Solomon, mesmo nascido negro, era livre da escravidão, mas ao ser enganado por uma boa oferta de trabalho, foi vendido como escravo anos antes da abolição nos EUA. A partir disso, poucos são capazes de retratar cenas tão reais e chocantes ao mesmo tempo, como fez Steve McQueen.
            O filme já começa com as fortes e emocionantes cenas do tráfico e comércio de escravos. Ao ser capturado Solomon é acorrentado e jogado numa sala escura e suja. Quando nega ser um escravo e afirma ser um homem livre, apanha muito. As condições de higiene precárias já começam a partir daí, onde não há privacidade para nenhuma das suas necessidades. Outra cena que também remete ao tráfico de escravos, é a dolorosa separação entre mães e filhos, onde, na hora da venda, Eliza, apesar de implorar muito, é separada de seus filhos e levada junto ao Solomon para uma fazenda.
            Nesta primeira parada, Solomon não sofre tanto, porém percebe que para se manter vivo e forte deve aceitar a condição que o homem branco é quem manda e que ali ele é considerado apenas um objeto de trabalho. Como consequência disso, ele é mandado para a fazenda de Edwin Epps (Michael Fassbender), local onde o filme se concentra mais e onde as cenas mais chocantes acontecem.
            O trabalho escravo, o que não é surpresa, é um trabalho árduo, insalubre e que tem suas consequências. Nesta fazenda, Solomon, junto aos outros escravos, trabalha na colheita de algodão, sob o sol, sem nenhuma proteção, e por não atingir um número bom de coleta, foi castigado com diversas chibatadas (para começar bem!).
            Mas ele resistia. Buscou ajuda em um médico, porém, foi traído. Como nada nesse filme foi bom, a cena que vou comentar agora também não é nada agradável. Patsey (Lupita Nyong'o) é amiga de Solomon e também amante de Edwin Epps (algo comum que acontecia nessa época). A mulher desse fazendeiro não gostava nada disso (algo óbvio), fazia de tudo para prejudicar a moça. Em uma dessas situações, a escrava foi destinada a levar várias chibatas pelo próprio amigo, Solomon. Essa foi uma das cenas representadas dolorosamente reais e que comovem muito o público. É mais um exemplo do quão cruel e preconceituoso que o ser humano pode chegar com o seu próximo.
            O desfecho dessa história se deu graças a um abolicionista canadense, interpretado pelo ator Brad Pitti, que ao ir trabalhar na fazenda conheceu toda a história de Solomon e o ajudou a sair daquele lugar e que mudou sua vida para sempre.
            A escravidão foi um período que nem imaginando consegue-se chegar perto do que realmente foi. Esse filme foi uma das obras mais importantes que retratou de forma real cada tema referente a escravidão. O Oscar conquistado como melhor filme foi mais que merecido.

Rubia Rempalski

MORAES, Aurelio B. P. Resenha do Filme “12 Anos de Escravidão”. Disponível em: <http://aureliojornalismo.blogspot.com.br/2014/03/resenha-do-filme-12-anos-de-escravidao.html> Acesso em: 10/04/2016

Resenha do Filme 12 anos de Escravidão. Disponível em: <http://diariodosol.com.br/noticias/2014/01/resenha-do-filme-12-anos-de-escravidao-12-years-a-slave/> Acesso em: 10/04/2016

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